Patagonia Run 2015

A largada aconteceu as 21hs da sexta-feira (10/04/2015), mas na verdade ela começou bem antes.
Foi muita preparação e muito treino(corrida, pilates e musculação), investimentos em equipamentos, tratamentos de fisioterapia. Muito planejamento que culminou nesta largada tão esperada.

Fomos em um grupo de amigos e chegamos alguns dias antes e demos uma volta pela cidade, retiramos kit, assistimos congresso técnico, ficamos ansiosos, demos boas risadas, não necessariamente nessa ordem rsrs

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Nossa largada era as 21hs, então acordamos pela manhã, café da manhã, almoço e partimos para o quarto para relaxar… Curti uma banheira quentinha e descansei. Lá pelas 20hs já estávamos concentrados na praça da largada curtindo a ansiedade pré-prova. Percebi que minha gopro estava sem bateria momentos antes da largada… Dada a largada, fui beirando a calçada e deixei a gopro com minha esposa… Aliviar qualquer peso nestas ultras ajuda bastante 🙂

Começo da prova consegui acompanhar meus amigos. O ritmo era bem fácil. Qualquer subidinha já andávamos e usávamos os trekking poles para economizar energia.

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Primeiro posto aproveitamos o powerade que tinha em abundância. E enchi a cara de powerade rsrs. Segundo posto mais gatorade e aproveitei também a dopinha que tinha por lá. Só que depois que dali comecei a sentir aquela dor de barriga básica. Estávamos ali pelo km 24 e o proximo PA seria lá pelo km 30. Aguentei enquanto pude, mas chegou um momento que falei para meus amigos seguirem e entrei no meio do mata de uma trilha hehehe. Foram duas paradas antes do PA e mais uma parada no PA.

Neste PA do km 30 encontrei meus amigos novamente, mas foi triste porque um amigo abandonou por dor no joelho e outro por enjoos, vomitos e dor no estômago. Neste PA o frio pegou bastante… Saí dali tremendo, correndo com meus amigos. Mas eles se distanciaram um pouco nas subidas e eu segui sozinho.

Foi bastante tempo correndo na madrugada sem ver ninguém. E vi que estava preparado para isso, pois em nenhum momento me abalei psicologicamente com isso. Mas é bem louco correr por terras desconhecidas na madrugada sozinho. Quelquer barulho no meio do mato assusta a gente.

Ali pelo km 50 tinha a pior subida. Subi usando os trekking poles e cheguei lá no cume cansado, mas ainda bem das pernas. Como estava bem, nas descidas eu aproveitava, e da mesma forma que a subida até este cume foi bruta, a descida também era. Encontrei meu amigão seu Luiz e passei ele na descida pq ele estava sentindo dores no joelho e tornozelo.

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Continuei descendo acelerado e de repente senti aquela dor aguda no joelho esquerdo. A dor foi tanta que mal conseguia dobrar a perna esquerda. Dúvida: este foi o primeiro sentimento, mas resolvi seguir até o próximo PA e lá decidir o que fazer.

Tentava correr compensando de um jeito e doía, tentava de outro e doía, agachado doía, pulando doía, rolando doía kkk… Ficou bastante difícil… Então basicamente eu segui assim: Nas descidas não dobrava a perna esquerda, nas subidas andava no sacrifício, e no plano conseguia trotar. Nestas ultras a gente aprende que depois de machucar alguma coisa, a gente compensa e dá um jeito de continuar no sacrifício. Encontrei o seu Luiz e corremos juntos uma parte: nas subidas e descidas ele me esperava e no plano eu esperava ele. Mas percebi que um estava atrasando o outro, porque estávamos nivelando por baixo rsrs. E falei para ele seguir sem me esperar para que um não atrapalhasse o outro por causa dos horários de corte.

Aí o que estava difícil conseguiu piorar no km 70, pois ali percebi que tinha torcido o pé direito. Fiquei bem mal porque fiquei mais lento do que já estava. Estava sozinho fazia um bom tempo: mentalizava na chegada, pensava em minha esposa. Mas estava muito difícil. A batalha psicológica foi grande e tive altos e baixos. Mesmo assim segui na estratégia: nas subidas me arrastava, no plano eu corria, e nas descidas parecia robô: não dobrava a perna esquerda… É rir pra não chorar kkk mas olhem o lugar que eu encontrei nesse momento.

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DSC_0235_4  © Mariano Paz 2015

Ali pelo km 93 cheguei em um ponto de corte e me disseram que eu tinha cerca de 3hs para chegar no km 101(proximo ponto de corte). Ele me disse que dificilmente eu chegaria lá e mostrou que a maioria estava desistindo ali. Mas minha força mental estava boa e pensei: 8km em 3hs é moleza heheheh

Saí dali correndinho e até me animei na subida com um trote, mas de repente a subida ficou pesada, bem pesada. Essa subida era equivalente àquela subida dificílima do km 50. Comecei a passar por atletas sentados, deitados, exaustos. Parecia cena de guerra e acho q isso me abalou porque percebi que eu também estava exausto e andando muito devagar nesta subida no melhor estilo walking dead. Em certo momento sentei e comecei a chorar porque vi que estava muito dificil conseguir. Mais uma vez pensei em minha esposa e foquei na chegada, dessa forma consegui força para continuar.

Aí dois gringos passaram por mim num passinho geriatrico(devia ser um pace de uns 20’00”/km), e me chamaram “siga passito, passito” (algo do tipo) e resolvi seguir eles. Mas eu estava tão mal que não conseguia acompanhar o ritmo geriatrico deles e fui ficando pra trás, mas não parei… Continuei cambaleando no estilo walking dead e segui no meu suuuperrr pace de tartaruga geriatriaca.

Quando cheguei no cume e olhei para trás, vi uma das paisagens mais bonitas e me emocionei bastante. No estado que a gente fica, a gente começa a dar muito valor nessas coisas simples…

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Olhei no meu gps e vi que teria uns cerca de 30mins pra fazer uns 4km de uma descida bruta. Comecei a correr como dava… Toquei o foda-se para meu joelho esquerdo e comecei a dobrar ele na descida tentando ignorar a dor. A descida era bem íngreme e com bastante areia vulcânica fofa, bem difícil.

Quando vi, já estava chegando no ponto de corte. Pedi pra encher a minha mochila de hidratação e me avisaram que eu tinha 1minuto pra sair. Me ajudaram com a água e me falaram que dali em diante era plano. E tinha cerca de 1hr pra correr 9km.

Saí correndo em um pace que seria possível, mas de repente começou uma subida leve e tive que andar, e a subida piorou. Olhei meu gps e percebi que não ia conseguir. Comecei a chorar. Muita decepção comigo mesmo. Me preparei tanto, mentalizei tanto na linha de chegada, queria dedicar tudo à minha esposa… Por isso chorei. De repente apareceu um carro recolhendo os atletas. Mandou eu entrar, disse que eu não passaria do corte e mandou eu entrar. Tentei conversar, mas eles não me entendiam e eu não entendia eles… Aí chorei mais hahaha Fiquei no km 101..

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Depois me levaram até uma van, que me levou de volta até a cidade, onde encontrei minha esposa. Mais choro, desta vez minha esposa chorou junto comigo na parceria rsrs

Dia seguinte eu e todos meus amigos destruídos mancando rsrs
Estavamos em 6 nos 120km e apenas 3 completaram. Eu fiquei no km 101 em 21hs15mins por tempo de corte… Foi uma distância de respeito, mas ficou a sentimento de frustração… Acho que tem que sentir na pele pra entender meu sentimento. Me preparei e investi tanto nesta prova e fui tão longe, faltou pouco…

Saí dali achando que nunca mais correria distâncias longas porque machuca demais. Chamo isso de deprê pós prova longa. Isso passa… Passou rsrs

Analisando tudo, falhei em dois pontos:
– acho que treinei demais, faltou descanso;
– acho que pulei etapas, minha maior distancia anterior era 50km e quis saltar direto para 120km.

Não dá pra pular etapas. Aprendi… Ou não rsrs

Mas já estou de volta às loucuras… Logo mais conto minhas novas loucuras…

Olha o link aí da corrida:

http://www.movescount.com/moves/move59345433

PS: Foi bastante difícil escrever este post… A corrida foi em abril e o post está saindo em novembro rsrs mas acho que toda a dificuldade da prova justifica…

CorreJapa!

Treino para Ultramaratona

Em 2015 vou fazer a minha prova mais difícil até agora e resolvi dar uma pesquisada na web, e descobri este post no link abaixo:

http://www.atletismo.carlos-fonseca.com/ultramaratona.htm

Achei bem interessante e vou conversar com meu treinador e acho que vamos partir para um plano semelhante a esse. Esta semana fiz dois treinos de subida(rampa) e minha idéia é fazer bastante treinos de subidas neste mês para fortalecer meus músculos e aumentar meu VO2max.

No próximo post falo sobre minha prova alvo de 2015.

 

Vaidade feminina x esporte: acessórios esportivos a favor da vaidade feminina e onde encontrar produtos bacanas

As mulheres e a vaidade. Quem disse que para ser uma esportista profissional ou uma praticante de final de semana é preciso se desligar do

Meninas do clube Sopa de Pedra

Meninas do clube Sopa de Pedra

visual e virar uma gata borralheira? Elas escalam, correm e pedalam junto com os homens, em família, em grupos só de mulheres, fazem esforço e se arriscam no esporte, mas não abrem mão da vaidade.

Por baixo do capacete sempre pode haver um lenço charmoso e chamativo de grife, nos pés um tênis com tendência, nas unhas o esmalte da moda, e na boca um batom vermelho.

Quem gosta de bike sabe quanto de esforço é preciso para os desafios do ciclismo, mas garante que a vaidade pode sim estar presente. Aline Stochi é ciclista e participa do grupo Sopa de Pedra. É vaidosa assumida e, junto com as amigas de pedalada, procura sempre roupas e acessórios legais para vestir, e incrementar a sua bike. “As meninas gostam de seu cuidar, usar lenço, batom, a única coisa ruim são brincos, que atrapalham e enroscam“, diz ela.

No mercado já existem muitos acessórios esportivos para vender com tecnologia e um ‘tcham’ a mais. Elas buscam o Fashion, mas não abrem mão da qualidade, sempre dentro das normas de segurança.

Elas também gostam de facilidade e garantem que tudo pode ser comprado via internet. “Na net tem muito mais opção, muita coisa descolada e o preço pode ser bem mais em conta. Promoção é o que não falta”, diz Aline.

Então, o que as mulheres podem usar segundo a nossa ciclista:

– Roupa Fashion: as que valorizam as curvas. Existem modelos exclusivos pro corpo feminino: bermudas e camisetas. Pra fugir do total preto, cores alegres e rosa. Luvas e proteção para os braços também tem variações coloridas e estampas fashion à venda no mercado;

Capacete: colorido, com temas florais, com bolinhas. São um charme e destacam as mulheres no grupo;

– Batom com filtro solar e unhas pintadas, sempre.

– Cabelo: um lenço bacana, estampado. Para as meninas de cabelos longos a dica é sempre uma trança, para o cabelo não cair no rosto.

– Na bike: Um modelo de bike que seja de acordo com o esporte, é importante. Há modelos exclusivamente pro corpo feminino. O toque a mais fica por conta de uma buzina mais descolada; uma cestinha, e mochilas coloridas pra carregar todos esses acessórios e pertences.

Pesquisando na net sobre acessórios para esportistas, dá saber porque a net é fonte inspiradora e de consumo. A variedade é grande e dá pra gastar economizando. Dá pra optar por sites de compras coletivas, sites de busca por menor preço como o Submarino, (é o mais conhecido) ou Cupom Desconto de grandes marcas. Este último é cada dia mais usado pelos brasileiros, que descobriram poder pagar pelo produto e receber de volta parte do valor pago. Sim, é possível receber de volta e já são vários sites com este sistema. Um exemplo recente chama-se Poup, site que oferece Cupom Desconto para produtos Nike Store, Netshoes, e lojas do ramo como Centauro e Dafiti Sports. Sem contar lojas de acessórios eletrônicos como os relógios, cronômetros, fones de ouvido e capas pra celulares.

Enfim, o céu é o limite. É só escolher o esporte, entrar na net, buscar os equipamentos e entrar em forma sem perder o charme. Dicas não faltam.

 

Quem tem medo de correr na rua?

Boas dicas da amiga do @corremulher

Valeu carla 🙂

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Volte e meia ouço alguma amiga comentando que “queria tanto correr” mas não consegue pois não tem nenhum parque perto de casa. Outras correm apenas na esteira, quando queriam treinar no asfalto… O motivo? Medo de correr na rua.

Não vou dizer que a violência não existe. Existe, sim. Nem vou dizer que nunca nenhum corredor foi atropelado… Não vou dizer que o medo é besteira. Não é.

Eu mesma, quando comecei a correr, travava de medo ao pensar em sair à noite e só cogitava treinar em parque, mesmo de dia.

Hoje, no entanto, acho que a “coragem”  foi um dos efeitos colaterais que a corrida me trouxe.  Acredito que com o hábito e alguns cuidados básicos, a gente consegue se virar mesmo sendo mulher, mesmo correndo sozinha, mesmo muito cedo ou à noite…

A seguir, então, algumas dicas que, embora pareçam bobinhas, serviram para mim e podem, quem sabe…

Ver o post original 633 mais palavras

1a Trail Night Run – Castelhanos 09/03/2014

Esse foi o nossa primeiro treino noturno em 09/03/2014, com organização do nosso grupo de corrida de montanha do facebook/whatsapp.

Como alguns do grupo irão participar nas distâncias de 84 e 100km da Indomit Costa da Esmeralda, resolveram se preparar para correr na escuridão, pois suas largadas serão na madrugada do dia 17/5/2014. Eu como sou iniciante, vou largar as 8hs com a galera do 50k.

O treino foi duro, mas a sensação de correr a noite é bem diferente. Nossos treinos por ali geralmente são de dia, e o trecho da subidona de cerca de 9K judia demais.

No treino noturno foi diferente. Acho que fizemos a subida no melhor tempo rsrs. Acho que o fato de não enxergarmos a subida pela frente ajudou psicologicamente.

 

 

Nunca subimos tão rápido. Rolou a brincadeira de que se a onça pintasse, o importante era não ser o mais lento da turma hahahaha

Confiram o que o garmin registrou:
http://connect.garmin.com/activity/458287789

Run2B… Fast